09 ago

Sabemos que a música é algo que nos alegra, aproxima e por muitas vezes a sua inicialização começa dentro de casa, nos inspirando em pessoas que amamos! Quem aqui já resolveu seguir carreira artística por influência do pai e até hoje o agradece por isso? Ou então, quem se lembra das canções de ninar que seu pai cantava para você na incrível missão de conseguir fazê-lo dormir? São muitas lembranças…e para comemorar esse Dia dos Pais de uma maneira especial, batemos um papo com nosso artista André Neiva, que é baixista e contou sobre a importância da música em seu relacionamento com as filhas, Carolina e Mariana.

ANDRE NEIVA

 

MCH: O que a música representa na relação de pai e filhas entre vocês? 

Música sempre foi um grande motivo de aglutinação aqui em casa. Mostrar a elas o quanto a música é mais do que o glamour de estar em um palco, é mostrar que a música transforma pessoas, une pessoas ao seu redor e saber identificar o que é uma música que constrói de uma que é apenas passageira sempre foi meu foco. Acho que num balaço geral acertei mais do que errei nisso. 

 

MCH: Quando suas filhas começaram a se interessar pela música e o quanto isso te surpreendeu?

Dei a mais velha uma guitarra de presente e logo vi que, embora seja muito musical, seu interesse na época era mais pra fazer algo que o pai ama do que realmente ela queria fazer. De qualquer forma, no caso dela, pude notar o tamanho interesse pela arte tanto que se transformou em uma tatuadora de primeira mão.

A mais nova foi um pouco mais adiante e quis fazer aulas de piano mas essa, mais objetiva e mais “afobadinha”, queria tocar logo e se irritava quando não conseguia. Mostrou-se de um talento enorme com desenhos tanto que faz alguns para a mais velha tatuar.

 

 

MCH: Vocês tem alguma música em especial que faz parte da vida de vocês? 

Quando elas eram pequenas, tinha por hábito mudar a letra das músicas infantis como “eu sou o lobo (Bom)”, “pela estrada a fora eu vou “bem feliz”, etc…Sempre quis que vissem que a música é algo tão lindo que não deveria assustar, dai mudava as letras.

 

 

MCH: Qual música você costumava cantar para elas dormirem? 

Eu fiz uma para elas e cantei muito com ambas no colo.

 

 

MCH: Vocês tocam juntos? Em quais ocasiões costumam tocar ou se envolver de alguma forma com a música?

Em reuniões que fazemos em casa onde há sempre amigos músicos onde logo se forma uma roda de violões, elas acabam cantando e se envolvendo e eu amando isso.

 

 

MCH: Geralmente os filhos costumam influenciar o trabalho dos pais. Como elas já influenciaram o seu? 

Elas me fizeram um homem mais sério, mais responsável, mais feliz…Nisso sempre me influenciam, para que eu dê o meu melhor sempre pois não é mais por mim e sim por elas.

 

 

MCH: Se elas resolverem seguir a mesma carreira do pai, qual conselho você daria a elas e quais erros você diria para evitarem? 

Que saibam respeitar a profissão que escolherem, que amem a profissão que escolherem, que façam dela LUZ na vida de outras pessoas e que sejam felizes no que fazem em todos os sentidos. Errar faz parte do processo da busca do acerto.

F.Gênia