26 out

O papo dos captadores é muito comum entre os guitarristas. Não é raro escutar conversas do tipo: “os Humbucker da minha guitarra deixam meu som encorpado” ou “curto demais os estalados dos captadores Single Coil”. Mas vocês conseguem entender o porquê disso? Vamos explicar hoje, no blog da Michael.

 

Primeiro é preciso entender a função dos captadores. Eles são dispositivos que captam as vibrações do instrumento, no caso das cordas e da própria madeira, transformando-as em sinal elétrico para depois serem amplificadas!

Os tipos e a combinação deles interferem na sonoridade da guitarra, alguns valorizando o aveludado e outros o brilho! Conheça os dois modelos de captadores mais comuns!

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Single Coil: é um pickup muito utilizado nas guitarras Strato e Teleca. Utilizam uma bobina e valorizam mais o brilho. Possuem um sinal com um pouco mais de ruído, mas, talvez, esse seja o detalhe que mais chama atenção em que curte, pois realçam bastante o estalado! Muitas guitarras possuem dois deles (centro e braço) e outras três (ponte, centro e braço). Há quem combine-os com os modelos humbucker, variando entre ponte e corpo, deixando o som mais versátil.

 

Humbucker : Este tipo de captador produz um sinal bem “quente” e mais potente! Muitos são construídos com 2 bobinas que deixam o som mais grave e encorpado, sem os ruídos dos modelos Single-Coil. No modelo com uma bobina, é construído enrolado “ao contrário” para o cancelamento dos “chiados”. É bastante utilizado em guitarras como LP, SG, Semiacústica, entre outras!

 

É importante lembrar que existem diversas variações dentro de cada um destes gêneros como Open Humbucker, Mini-humbuckers, Lipstick, P-90s, entre outros!

 

Na Michael, existem guitarras com os dois modelos Single Coil e Humbucker! É só escolher sua preferida e fazer aquela sonzeira!

19 out

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Hoje no Blog Michael iremos falar de “Dropagem” de guitarras, principalmente, para que curte som pesado! O legal é que explorar estas afinações possibilita que o guitarrista consiga texturas sonoras diferentes, matadoras. Porém, não basta “trocar” as cordas, é preciso entender a construção dos acordes, para dar o tom correto.

 

Afinação em Drop D

 

A afinação de guitarra padrão, ou mais utilizada, é a standard (EADGBE). No caso da Drop D, a ideia é mudar a 6ª corda de “E” (Mi) para “D” (Ré), ou seja, um tom abaixo. O resto da sequência das cordas fica igual. Esta é uma afinação que foi bastante popularizada nos anos 90, pelo movimento grunge, porém, é encontrada no rock clássico também. Você consegue uma sonoridade com um bom peso.

 

Observe a sequência:

 

A afinação standard é:

 

6ª – E
5ª – A
4ª – D
3ª – G
2ª – B
1ª – E

 

Drop D

 

6ª – D
5ª – A
4ª – D
3ª – G
2ª – B
1ª – E

 

Afinação Drop C

 

Nesta afinação o “trabalho” é um pouco maior. O 1º passo é afinar todas as cordas um tom abaixo do padrão standard. Depois disso, afina-se a 6ª corda um tom abaixo para ficar C(Dó). O bacana deste padrão é que você consegue realizar um power acorde de C com as 3 últimas cordas soltas. Então com apenas um dedo, pode arrastar pra cima ou para baixo para produzir outros power acordes com facilidade e ainda com mais peso. Ela é bastante utilizada no metal e seus subgêneros.

 

 

Observe a sequência:

 

A afinação standard:

 

6ª – E
5ª – A
4ª – D
3ª – G
2ª – B
1ª – E


Todas as cordas 1 tom abaixo

 

6ª – D
5ª -
G
4ª –
C
3ª –
F
2ª –
A
1ª –
D

 

6ª Corda em C

 

6ª – C
5ª – G
4ª – C
3ª – F
2ª – A
1ª – D

04 out

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Olá, pessoal! Neste post vamos tirar dúvidas sobre a questão dos calibres dos encordoamentos para a guitarra. Este é um assunto muito importante porque as cordas muitas vezes são colocadas em “segundo plano”, mas são fundamentais para o timbre, afinação e até mesmo para a “pegada” do guitarrista.

 

Primeiro, vamos explicar como funciona a lógica da numeração do calibre. Quando falamos de .009, .010, .011 e .012 estamos nos referindo à 1ª corda, a mais aguda, a mizinha. Já a 2ª referência, .042, .046, .050 e .052, trata-se do calibre da mizona, 6ª corda, a mais grossa.

 

Então, o princípio é fácil.  Em um jogo de cordas  .009 – .042, temos a numeração das cordas das extremidades, mizinha e mizona, nesta ordem.

 

É importante lembrar também que no mercado existem cordas híbridas, que misturam por exemplo, .009 com .010, entre outras. Porém, as mais comuns são:

 

Extra-light = .008 – .038

Light  = .009 – .042

Custom light = .009 – .046

Regular  = .010 – .046

Reg.-medium = .010 – .052

Medium = .011 – .052

Jazz hard = .012 – .056

 

Agora vou explicar as características de cada tipo de encordoamento.

 

.008 = Extremamente leve, são recomendáveis apenas para aqueles que não tocam com muita força. Nos anos 80, este tipo de encordoamento foi muito popular, pois era usado pela maioria de guitarristas que tocavam heavy-metal, devido à facilidade de digitação e de execução de técnicas. A desvantagem é que acaba gerando um som de guitarra mais fraco e “magrinho”, com pouca projeção de som.

 

.009 = Possivelmente a mais vendida de todos os tipos. Som razoável e tocabilidade fácil, porém, arrebentam com facilidade.

 

.010 = Para muitos guitarristas são as melhores cordas. O som vem na medida certa, possibilitando graves suficientes. Os bends ainda continuam fáceis, e cordas novas, de boa marca, em uma guitarra bem regulada (ponte e braço), mantêm a afinação estável e dificilmente arrebentam.

 

.011 = Pesadas. Dificilmente encontradas numa guitarra com ponte flutuante (a ponte possivelmente vai ficar inclinada). O som é muito bom, com estabilidade de afinação e boa projeção de som, indicadas principalmente para os modelos Strato e LP. Nas guitarras semiacústicas são excelente escolha para quem toca jazz e R&B.

 

.012 = Muito pesada, dura e de difícil aplicação de técnicas, como os bends. Dependendo do tipo de guitarra pode até mesmo prejudicar/empenar o braço do instrumento devido à tensão gerada. Os encordoamentos .012 podem conviver bem em uma guitarra com braço grosso e mais “gordo”, como os das semiacústicas.

 

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Então é isso, pessoal. Até semana a próxima!

28 set

Olá, pessoal. Hoje falaremos de captação, mas vamos tratar exclusivamente dos modelos para violão.

 

É importante salientar que não existem tantas variedades para captadores para violões. Diferente das guitarras, que cada modelo tem um objetivo de incrementar o timbre, os de violão buscam produzir de maneira fiel a sonoridade acústica, ou seja, quanto mais fiel, melhor. Então vamos conhecer os tipos:

 

Captação pela boca

 

Existe um tipo de captação que é a mais simples e de fácil instalação, o captador de boca, também conhecido como “Soundhole”, Ele é um modelo magnético que capta a vibração das cordas, pegando o som puro vindo do encordoamento.

 

Pensando no resultado sonoro, eles acabam deixando a sonoridade muito metalizada, até de certa maneira parecido com a guitarra. Isso acontece porque não reproduzem a sonoridade da caixa-acústica. São mais indicados para violões com cordas de aço, não sendo muito funcionais para os modelos nylon.

 

Sua vantagem é o baixo-custo, e podem ser úteis em momento informais, como reuniões familiares, encontro com os amigos, etc…

 

 

boca
 

Captação de contato

 

Outro modelo muito conhecido é o captador de contato, que capta a sonoridade diretamente do tampo do violão. A instalação não é complexa. Possui um material adesivo que permite a rápida colagem, que deve ser próxima ao cavalete ou boca.

 

Sua sonoridade é bastante fiel ao timbre acústico e pode ser usado em ambos os modelos, aço ou nylon. É uma ótima solução “emergencial” para quem deseja captação para violões acústicos. Sua desvantagem é uma geração maior de retorno, deixando o sinal mais indócil.

 

contato

 

Captação de rastilho

 

Chegamos finalmente na captação de rastilho, que pode ser considerada a mais completa entre estas opções. Este modelo trata-se de uma peça que fica embaixo do rastilho e capta uma vibração mais completa do instrumento.

 

Existem dois modelos, um sistema que captura o som de todas as cordas juntas e outro corda a corda, ambos funcionando por meio de bateria.

 

Muitos violões trazem ainda equalizador embutido na lateral do corpo, permitindo que o violonista equalize as frequências do sinal produzido pelo captador.

 

Então é isso, pessoal. Espero que tenham gostado da dica. Caso tenham sugestões é só mandarem para gente! Um grande abraço.

rastilho
 

31 ago

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Olá, pessoal. Quando falamos de madeira temos que ter bastante cuidado porque os instrumentos musicais são “organismos” bastante complexos e isso pode gerar algumas confusões ou conclusões precipitadas.

 

 

Só para exemplificar, imagine que você esteja escolhendo 3 modelos de guitarra e todas com o mesmo tipo de matéria-prima no corpo. A pergunta é: você acha que elas irão ter a mesma sonoridade? A resposta é: não, necessariamente. Vai depender dos captadores, da largura do corpo, da junção do corpo com o braço, da combinação entre as madeiras, do “hardware” (partes metálicas: ponte, trastes, tarraxas…) e da parte eletrônica (pick-ups, instalação elétrica, circuitos e conexões).

 

 

Porém, não podemos negar que a madeira é um componente importante, principalmente, nos instrumentos que tem sua sonoridade gerada acusticamente pela caixa de ressonância, como é o caso dos violões. Então, vamos lá! Vou passar algumas informações sobre as mais utilizadas no mercado para que você tire de vez suas dúvidas.

 

 

Espruce (Spruce):

Spruce
 

Embora com textura diferente do Maple, é a vencedora de todos os tempos para o tampo de violões “flat top” (tampo plano). Espruce é leve e tem veio apertado. Isto faz com que a madeira, quando corretamente cortada, vibre de maneira muito semelhante a um cone de alto-falante. Melhor ainda, com o passar dos anos, a seiva escondida nos veios seca gradualmente e cristaliza-se, acentuando ainda mais o brilho e a qualidade de ressonância da madeira.

 

 

Mogno (Mahogany): 

Mahogany

O mogno tornou-se popular para violões pela sua beleza e pela qualidade sonora. Proporciona um timbre mais “sala de estar” ao violão. Em outras palavras, o som é estridente, e não brilhante. Tem uma sonoridade “potente” e frequências bem equilibradas, características que agradaram os Beatles, em suas primeiras gravações. Indo mais longe, pode-se construir uma guitarra inteira somente com mogno. Em instrumentos “elétricos” é marcado pelo som morno, repleto de frequências, de baixas à médias.

 

Maple:

Maple
 

O principal uso desta madeira é na construção de braços e também na “capa” em guitarras elétricas. O Maple é extremamente denso e duro, ao mesmo tempo que é ideal para suportar o stress da tensão das cordas. Pode ser também utilizado em fundo ou laterais de violões, mas não com tanta frequência como jacarandá ou mogno.

 

Então é isso, pessoal. Espero que tenham gostado!

 

24 ago

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A guitarra ganhou espaço em meio a vários estilos musicais no Brasil e no exterior a partir do final da década de 40. De lá pra cá, a voracidade dos riffs, o brilho dos solos e os gritos dos bends foram conquistando cada vez mais músicos. Com Láryos Lima, não foi diferente.

 

O guitarrista piauiense, que cursou Educação Artística com habilitação em Música na Universidade Federal do Piauí, já acompanhou músicos como Tico Santa Cruz, Kid Vinil e Edu Falaschi, e, além de tocar na noite, o Artista Michael também atua como educador musical, ministrando aulas de música em sua cidade.

 

No #MichaelEntrevista de hoje, Láryos fala sobre sua carreira, as bandas que acompanhou e o dia a dia como músico e educador. Confira!

 

Michael: Você já acompanhou músicos de estilos musicais completamente distintos, como o Tico Santa Cruz e o Sivuquinha de Brasília. Você segue um padrão de estudos para manter sua versatilidade, ou é um processo natural?!

 

Láryos Lima: A versatilidade, para mim, é um dom que todo músico deve lutar para mantê-lo e aperfeiçoá-lo. É também o que mais admiro nos músicos, essa capacidade de funcionar como diferentes “atores musicais”, seja no palco ou no estúdio. Entretanto, todo dom requer exercício para que tenha constância. Eu procuro otimizar meu tempo, já que temos uma vida bastante corrida e cheia de artifícios. Então, ali meia hora antes de uma aula ou nos intervalos das aulas de música eu procuro exercitar bastante a parte técnica para mantê-la em dias e ultimamente tento sempre estudar a sonoridade e as nuances específicas de cada músico, tipo: nessa semana vou estudar as frases do Nelson Farias, semana que vem vou estudar algumas harmonias da bossa nova Brasileira e, por aí seguimos.

 

M: Ao longo de sua trajetória acompanhando músicos e bandas, houve algum momento ou experiência marcante?!

 

LL: Sim, várias! Fica até difícil mencionar apenas uma. Tudo que acontece na nossa infância e adolescência nos marca bastante. Sempre fui muito fã da banda Angra, desde os 14 anos. Então, em 2007 eu tive a honra de participar de um máster class com o guitarrista Kiko Loureiro em Brasília no GTR, e lá nós tocamos juntos na sala de aula a fim de receber suas dicas. Inesquecível! Além disso, pude acompanhar o ex-vocalista da banda Edu Falaschi em dois shows especiais em Teresina-PI. Estar ali no palco do lado do músico que você passava o dia inteiro ouvindo e nunca imaginou que aquilo poderia acontecer um dia, realmente são sonhos que se tornaram realidade.

 

M: Você é um músico extremamente versátil! Quais são suas maiores influências na música?

 

LL: Obrigado! Minhas maiores influências em estilo são a música brasileira, a música mineira (Clube da Esquina), blues, jazz e heavy metal. Alguns dos músicos e compositores que norteiam minha carreira são: Kiko Loureiro, John Mayer, David Gilmour, Lô Borges, Humberto Gessinger, Luiz Gonzaga, Guilherme Arantes, John Scofield, Steve Morse, Nelson Farias, Alex Liffeson, Marcelo Barbosa, Gilberto Gil, Bach, Hendrix… ufa… dentre outros.

 

M: Qual foi o maior desafio de sua carreira como sideman?

 

LL: Sem dúvidas foram as duas vezes que acompanhei o Edu Falaschi, haja vista o nível das músicas, algumas do Angra bem difíceis e outros clássicos do metal mundial. Estar ali ao lado de um ídolo, mas prestando um serviço, tendo que manter a concentração e, ao mesmo tempo, imaginando que aquele mesmo vocalista sempre fez shows com renomados músicos no mundo inteiro. Músicos de uma ressonância global. Baita desafio!

 

M: Na sua percepção, quais são as maiores dificuldades e os pontos favoráveis de acompanhar bandas tão distintas musicalmente?

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LL: Bem, as dificuldades maiores são relacionadas à questão de você mudar o estilo de tocar, mas sem perder a sua sonoridade. Você pode tocar “Fear of the dark” do Iron Maiden, “Tempo Perdido” do Legião Urbana e “Paraíba” do Luiz Gonzaga sendo o mesmo músico, com sua pegada e suas peculiaridades, embora com técnicas diferentes. No entanto, músicas distintas assim requerem um maior cuidado musical no quesito timbragem, por exemplo, além de termos consciência do que fazer ou não fazer em cada uma delas. Destaco como ponto favorável o fato de lhe reconhecerem e no meio de tanta gente terem lhe escolhido pra fazer algum trabalho, pois já é um atestado de que confiam em você e que admiram aquilo que você faz. Ser conhecido por ter alguma versatilidade, para um músico, é um elogio magnífico! Talvez essa seja uma característica do músico que vive a música brasileira, uma música tão diversa, cheia de ritmos e influências fazendo com que ouvimos e aprendamos um pouco de tudo.

 

M: Além de guitarrista, você também é educador. Os professores de música além de ensinarem, também são vistos como inspiração por seus alunos! O que mais te inspira a ensinar?

 

LL: A atividade de ensinar é algo que nos dignifica todos os dias. Saber que podemos construir uma sociedade com menos problemas, com mais Arte do que confusões, por exemplo. Além de ser professor de música estou entrando também na carreira de educador de língua portuguesa e podemos sempre estar unindo as perspectivas de cada uma dessas áreas rumo ao mesmo objetivo. O fato de termos alunos que são inspirados na gente, alguns querem comprar um instrumento igual ao nosso, escutam nossas músicas diariamente e reconhecem o que fazemos é, sem dúvidas, a parte mais inspiradora desta longa jornada.

 

M: Como você concilia o dia a dia como educador com as apresentações e shows que realiza?

 

LL: Às vezes nem se fôssemos duas ou três pessoas conseguiríamos abraçar tudo que acontece. Mas, temos que dar um jeito. Normalmente, minhas aulas são durante o dia e as apresentações musicais na noite e fins de semana. No entanto, é bem comum aparecer shows e viagens em horários inusitados ou até mesmo aulas em horários alternativos. A gente vai se organizando até dar certo tomar conta de tudo e de todos. O bom é que tanto a aula quanto o show nos dão um aperfeiçoamento com o instrumento, pois já são duas formas de praticar muito boas, embora tocar e estudar sejam artifícios distintos.

 

Por fim, agradeço imensamente ao apoio da equipe Michael Instrumentos que segue meus passos e notas no universo musical!

 

Então é isso! A Michael agradece a entrevista e até a próxima!

17 ago

Musicalização

 

A música é um elemento fundamental nesta primeira etapa do sistema educativo. As crianças começam a se expressar de uma forma diferente, sendo capazes de se integrar ativamente na sociedade. As canções as ajudam nas atividades habituais, fazendo com quem tomem cuidado consigo e com o meio, além de ampliar as interações.

 

A criança que vive em contato com a música aprende a conviver melhor com as outras, estabelecendo uma comunicação mais harmoniosa. Nesta idade, a música as encanta, dá-lhes segurança emocional, confiança e permitem com que sejam compreendidas.

 

Na etapa de alfabetização, a criança é ainda mais estimulada pela música. As canções infantis, com suas sílabas rimadas e repetitivas,  permitem com que elas entendam o significado de cada palavra. Assim, a alfabetização torna-se mais rápida.

 

Além de apenas escutar música, tocar algum instrumento também traz muitos benefícios ao público infantil, principalmente, na questão da concentração, disciplina, raciocínio e criatividade.

 

Um dos instrumentos que ajuda na musicalização das crianças é o violão. A Michael oferece ao mercado a linha Antares, ótima opção para as crianças aprenderem música com qualidade e desenvolverem toda sua capacidade motora. Os violões VM10E, VM14E e VM16E são modelos acústicos confortáveis, de excelente padrão de construção, que oferecem sonoridade expressiva e ótima tocabilidade, sendo ótimas opções para as crianças de 3 a 12 anos.

 

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Sobre o poder da música:

– Melhora da coordenação motora

– Estimula a sensibilidade e a criatividade

– Ajuda na comunicação

– Aumento da autoestima

– Aprendizagem do alfabeto

 

Fonte: https://br.guiainfantil.com/educacion-musical/140-os-beneficios-da-musica-para-as-criancas.html

10 ago

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Olá, pessoal! Neste post vamos tirar dúvidas sobre a questão dos calibres dos encordoamentos para a guitarra. Este é um assunto muito importante porque as cordas muitas vezes são colocadas em “segundo plano”, mas são fundamentais para o timbre, afinação e até mesmo para a “pegada” do guitarrista.

 

Primeiro, vamos explicar como funciona a lógica da numeração do calibre. Quando falamos de .009, .010, .011 e .012 estamos nos referindo à 1ª corda, a mais aguda, a mizinha. Já a 2ª referência, .042, .046, .050 e .052, trata-se do calibre da mizona, 6ª corda, a mais grossa.

 

Então, o princípio é fácil.  Em um jogo de cordas  .009 – .042, temos a numeração das cordas das extremidades, mizinha e mizona, nesta ordem.

 

É importante lembrar também que no mercado existem cordas híbridas, que misturam por exemplo, .009 com .010, entre outras. Porém, as mais comuns são:

 

Extra-light = .008 – .038

Light  = .009 – .042

Custom light = .009 – .046

Regular  = .010 – .046

Reg.-medium = .010 – .052

Medium = .011 – .052

Jazz hard = .012 – .056

 

Agora vamos explicar as características de cada tipo de encordoamento.

 

.008 = Extremamente leve, são recomendáveis apenas para aqueles que não tocam com muita força. Nos anos 80, este tipo de encordoamento foi muito popular, pois era usado pela maioria de guitarristas que tocavam heavy-metal, devido à facilidade de digitação e de execução de técnicas. A desvantagem é que acaba gerando um som de guitarra mais fraco e “magrinho”, com pouca projeção de som.

 

.009 = Possivelmente a mais vendida de todos os tipos. Som razoável e tocabilidade fácil, porém, arrebentam com facilidade.

 

.010 = Para muitos guitarristas são as melhores cordas. O som vem na medida certa, possibilitando graves suficientes. Os bends ainda continuam fáceis, e cordas novas, de boa marca, em uma guitarra bem regulada (ponte e braço), mantêm a afinação estável e dificilmente arrebentam.

 

.011 = Pesadas. Dificilmente encontradas numa guitarra com ponte flutuante (a ponte possivelmente vai ficar inclinada). O som é muito bom, com estabilidade de afinação e boa projeção de som, indicadas principalmente para os modelos Strato e LP. Nas guitarras semiacústicas são excelente escolha para quem toca jazz e R&B.

 

.012 = Muito pesada, dura e de difícil aplicação de técnicas, como os bends. Dependendo do tipo de guitarra pode até mesmo prejudicar/empenar o braço do instrumento devido à tensão gerada. Os encordoamentos .012 podem conviver bem em uma guitarra com braço grosso e mais “gordo”, como os das semiacústicas.

 

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Então é isso, pessoal. Até semana que vem!

03 ago

No meio musical, como em qualquer outra atividade, a qualidade só se dá mediante a dedicação.

 

Com os músicos, este fator é ainda mais relevante. A performance só é plena com horas e horas de estudo.

 

Porém, para um desenvolvimento saudável, precisamos observar a postura ao tocar o instrumento. Hábitos errados podem prejudicar nosso corpo e diminuir a qualidade da performance.

 

Entre os músicos, os violinistas e o flautista são aqueles que precisam ter a atenção redobrada para que a postura errada não traga danos à saúde.

 

Este assunto é muito sério. Há situações mais graves que obrigam os músicos a deixarem de tocar, por isso, é sempre importante ficar atento.

 

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Seguem algumas dicas que podem ajudar em sua rotina musical:

 

  • Procure um professor experiente e que esteja atento às questões posturais na hora executar o instrumento.

 

  • Nunca ignore as recomendações do professor, mesmo distante dele, são elas que vão tornar seu caminho para o sucesso mais rápido e duradouro.

 

  • Lembre-se, você é um atleta! Faça um bom alongamento antes de iniciar sua rotina de estudo e durante o período dos exercícios, principalmente, nos membros mais utilizados.

 

  • Exercícios de respiração antes e durante os estudos e performances são altamente benéficos para o corpo e mente.

 

  • Faça intervalos periódicos para evitar lesões musculares.

 

Então, é isso! Cuide de você e faça muita música!

 

27 jul

MICHEL_BARCELLOS

O contrabaixo tem a função de conduzir a música, onde, através de seus grooves, pizzicatos e sua harmonia, o instrumento permite possibilidades infinitas! Além disto, é considerado a ponte para a unir  instrumentos mais agudos como o violão, a guitarra com a bateria e também é considerado um dos instrumentos da “cozinha da banda”, pois através dele, a música  se movimenta!

 

Michel Barcellos é um contrabaixista que vem se destacando no cenário musical brasileiro, com composições marcantes, musicalidade e técnica que impressionam a todos que o escuta! O músico, que já acompanhou grandes nomes como Sandra de Sá, Marcelo Martins e Léo Gandeman, atualmente acompanha a cantora gospel Gabriela Rocha.

 

No #MichaelEntrevista de hoje, Michel fala sobre suas composições, workshops ministrados pelo Brasil e o trabalho que vem realizando com Gabriela Rocha!

 

Michael: Você tem composições incríveis, como “Barulho das Águas”, “Dom” e “Tempo de Infância”. No que você se inspira ao compor?! Existe um processo de criação, ou você não segue um padrão específico?

 

Michel Barcellos: O que sempre me inspirou, foi ouvir Ivan Lins, Yellow Jackets, Arthur Maia, grupos ou músicos, que tinham álbuns ricos em melodia. Eu não sigo um protocolo de composição, já teve vezes da música sair no avião, na rua, ou até mesmo estudando em casa.

 

M: Qual composição sua você considera mais marcante, e por qual motivo?!

 

MB: “Amar a Deus” é a composição que mais me marcou, fiz ela em um momento triste de minha vida, e ela revela meu amor por Deus, e minha fascinação pela presença dEle.

 

M: Como músico, quem são suas maiores influências?!

 

MB: Yellow Jackets, Arthur Maia, Victor Bailey, Richard Bona, Ivan Lins, Esperanza Spalding, Marcus Miller, Christian Scott, Bethel Music, entre outros.

 

MICHEL_BARCELLOS
M: Você realiza inúmeros workshops pelo Brasil. O que mais te motiva a ensinar nesses eventos?!

 

MB: Saber que quando a galera sair de lá, terá um encorajamento maior para estudar e se dedicar ao seu instrumento, saber que pude somar no conhecimento de alguém.

 

M: Já aconteceu durante um dos workshop que você realizou, alguma história engraçada ou marcante que você lembre em especial?

 

MB: Workshop sempre nos marcam, eu sempre fico apreensivo com as perguntas, não somos mestres né (rsrs), mas agora realmente não me lembro de algum fato, mas sempre tem aqueles que fazem perguntas inusitadas.

 

M: O trabalho da Gabriela, vocês fazem shows em várias partes do mundo e em todo o Brasil. Como é trabalhar com uma cantora tão querida no país?!

 

MB: Somos uma Família na estrada, meus companheiros de Banda são meus irmãos, temos muito carinho e respeito uns pelos outros, e me sinto honrado de fazer parte disso. Eu me sinto realizado em poder levar Jesus através da música, é isso que tem me motivado a sair de casa, e pegar alguns dias de estrada.

 

 

M: Além de contrabaixista e compositor, você também é arranjador.  No trabalho da Gabriela você participa da criação de arranjos?!

 

MB: Nos trabalhos “ao vivo”, nos shows e ministrações nós palpitamos, uma coisinha ou outra, marcamos um ensaio, e nesse ensaio formatamos início meio e fim… Agora nós trabalhos gravados não faço parte dos arranjos.

Até o próximo Michael Entrevista!

F.Gênia