31 ago

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Olá, pessoal. Quando falamos de madeira temos que ter bastante cuidado porque os instrumentos musicais são “organismos” bastante complexos e isso pode gerar algumas confusões ou conclusões precipitadas.

 

 

Só para exemplificar, imagine que você esteja escolhendo 3 modelos de guitarra e todas com o mesmo tipo de matéria-prima no corpo. A pergunta é: você acha que elas irão ter a mesma sonoridade? A resposta é: não, necessariamente. Vai depender dos captadores, da largura do corpo, da junção do corpo com o braço, da combinação entre as madeiras, do “hardware” (partes metálicas: ponte, trastes, tarraxas…) e da parte eletrônica (pick-ups, instalação elétrica, circuitos e conexões).

 

 

Porém, não podemos negar que a madeira é um componente importante, principalmente, nos instrumentos que tem sua sonoridade gerada acusticamente pela caixa de ressonância, como é o caso dos violões. Então, vamos lá! Vou passar algumas informações sobre as mais utilizadas no mercado para que você tire de vez suas dúvidas.

 

 

Espruce (Spruce):

Spruce
 

Embora com textura diferente do Maple, é a vencedora de todos os tempos para o tampo de violões “flat top” (tampo plano). Espruce é leve e tem veio apertado. Isto faz com que a madeira, quando corretamente cortada, vibre de maneira muito semelhante a um cone de alto-falante. Melhor ainda, com o passar dos anos, a seiva escondida nos veios seca gradualmente e cristaliza-se, acentuando ainda mais o brilho e a qualidade de ressonância da madeira.

 

 

Mogno (Mahogany): 

Mahogany

O mogno tornou-se popular para violões pela sua beleza e pela qualidade sonora. Proporciona um timbre mais “sala de estar” ao violão. Em outras palavras, o som é estridente, e não brilhante. Tem uma sonoridade “potente” e frequências bem equilibradas, características que agradaram os Beatles, em suas primeiras gravações. Indo mais longe, pode-se construir uma guitarra inteira somente com mogno. Em instrumentos “elétricos” é marcado pelo som morno, repleto de frequências, de baixas à médias.

 

Maple:

Maple
 

O principal uso desta madeira é na construção de braços e também na “capa” em guitarras elétricas. O Maple é extremamente denso e duro, ao mesmo tempo que é ideal para suportar o stress da tensão das cordas. Pode ser também utilizado em fundo ou laterais de violões, mas não com tanta frequência como jacarandá ou mogno.

 

Então é isso, pessoal. Espero que tenham gostado!

 

24 ago

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A guitarra ganhou espaço em meio a vários estilos musicais no Brasil e no exterior a partir do final da década de 40. De lá pra cá, a voracidade dos riffs, o brilho dos solos e os gritos dos bends foram conquistando cada vez mais músicos. Com Láryos Lima, não foi diferente.

 

O guitarrista piauiense, que cursou Educação Artística com habilitação em Música na Universidade Federal do Piauí, já acompanhou músicos como Tico Santa Cruz, Kid Vinil e Edu Falaschi, e, além de tocar na noite, o Artista Michael também atua como educador musical, ministrando aulas de música em sua cidade.

 

No #MichaelEntrevista de hoje, Láryos fala sobre sua carreira, as bandas que acompanhou e o dia a dia como músico e educador. Confira!

 

Michael: Você já acompanhou músicos de estilos musicais completamente distintos, como o Tico Santa Cruz e o Sivuquinha de Brasília. Você segue um padrão de estudos para manter sua versatilidade, ou é um processo natural?!

 

Láryos Lima: A versatilidade, para mim, é um dom que todo músico deve lutar para mantê-lo e aperfeiçoá-lo. É também o que mais admiro nos músicos, essa capacidade de funcionar como diferentes “atores musicais”, seja no palco ou no estúdio. Entretanto, todo dom requer exercício para que tenha constância. Eu procuro otimizar meu tempo, já que temos uma vida bastante corrida e cheia de artifícios. Então, ali meia hora antes de uma aula ou nos intervalos das aulas de música eu procuro exercitar bastante a parte técnica para mantê-la em dias e ultimamente tento sempre estudar a sonoridade e as nuances específicas de cada músico, tipo: nessa semana vou estudar as frases do Nelson Farias, semana que vem vou estudar algumas harmonias da bossa nova Brasileira e, por aí seguimos.

 

M: Ao longo de sua trajetória acompanhando músicos e bandas, houve algum momento ou experiência marcante?!

 

LL: Sim, várias! Fica até difícil mencionar apenas uma. Tudo que acontece na nossa infância e adolescência nos marca bastante. Sempre fui muito fã da banda Angra, desde os 14 anos. Então, em 2007 eu tive a honra de participar de um máster class com o guitarrista Kiko Loureiro em Brasília no GTR, e lá nós tocamos juntos na sala de aula a fim de receber suas dicas. Inesquecível! Além disso, pude acompanhar o ex-vocalista da banda Edu Falaschi em dois shows especiais em Teresina-PI. Estar ali no palco do lado do músico que você passava o dia inteiro ouvindo e nunca imaginou que aquilo poderia acontecer um dia, realmente são sonhos que se tornaram realidade.

 

M: Você é um músico extremamente versátil! Quais são suas maiores influências na música?

 

LL: Obrigado! Minhas maiores influências em estilo são a música brasileira, a música mineira (Clube da Esquina), blues, jazz e heavy metal. Alguns dos músicos e compositores que norteiam minha carreira são: Kiko Loureiro, John Mayer, David Gilmour, Lô Borges, Humberto Gessinger, Luiz Gonzaga, Guilherme Arantes, John Scofield, Steve Morse, Nelson Farias, Alex Liffeson, Marcelo Barbosa, Gilberto Gil, Bach, Hendrix… ufa… dentre outros.

 

M: Qual foi o maior desafio de sua carreira como sideman?

 

LL: Sem dúvidas foram as duas vezes que acompanhei o Edu Falaschi, haja vista o nível das músicas, algumas do Angra bem difíceis e outros clássicos do metal mundial. Estar ali ao lado de um ídolo, mas prestando um serviço, tendo que manter a concentração e, ao mesmo tempo, imaginando que aquele mesmo vocalista sempre fez shows com renomados músicos no mundo inteiro. Músicos de uma ressonância global. Baita desafio!

 

M: Na sua percepção, quais são as maiores dificuldades e os pontos favoráveis de acompanhar bandas tão distintas musicalmente?

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LL: Bem, as dificuldades maiores são relacionadas à questão de você mudar o estilo de tocar, mas sem perder a sua sonoridade. Você pode tocar “Fear of the dark” do Iron Maiden, “Tempo Perdido” do Legião Urbana e “Paraíba” do Luiz Gonzaga sendo o mesmo músico, com sua pegada e suas peculiaridades, embora com técnicas diferentes. No entanto, músicas distintas assim requerem um maior cuidado musical no quesito timbragem, por exemplo, além de termos consciência do que fazer ou não fazer em cada uma delas. Destaco como ponto favorável o fato de lhe reconhecerem e no meio de tanta gente terem lhe escolhido pra fazer algum trabalho, pois já é um atestado de que confiam em você e que admiram aquilo que você faz. Ser conhecido por ter alguma versatilidade, para um músico, é um elogio magnífico! Talvez essa seja uma característica do músico que vive a música brasileira, uma música tão diversa, cheia de ritmos e influências fazendo com que ouvimos e aprendamos um pouco de tudo.

 

M: Além de guitarrista, você também é educador. Os professores de música além de ensinarem, também são vistos como inspiração por seus alunos! O que mais te inspira a ensinar?

 

LL: A atividade de ensinar é algo que nos dignifica todos os dias. Saber que podemos construir uma sociedade com menos problemas, com mais Arte do que confusões, por exemplo. Além de ser professor de música estou entrando também na carreira de educador de língua portuguesa e podemos sempre estar unindo as perspectivas de cada uma dessas áreas rumo ao mesmo objetivo. O fato de termos alunos que são inspirados na gente, alguns querem comprar um instrumento igual ao nosso, escutam nossas músicas diariamente e reconhecem o que fazemos é, sem dúvidas, a parte mais inspiradora desta longa jornada.

 

M: Como você concilia o dia a dia como educador com as apresentações e shows que realiza?

 

LL: Às vezes nem se fôssemos duas ou três pessoas conseguiríamos abraçar tudo que acontece. Mas, temos que dar um jeito. Normalmente, minhas aulas são durante o dia e as apresentações musicais na noite e fins de semana. No entanto, é bem comum aparecer shows e viagens em horários inusitados ou até mesmo aulas em horários alternativos. A gente vai se organizando até dar certo tomar conta de tudo e de todos. O bom é que tanto a aula quanto o show nos dão um aperfeiçoamento com o instrumento, pois já são duas formas de praticar muito boas, embora tocar e estudar sejam artifícios distintos.

 

Por fim, agradeço imensamente ao apoio da equipe Michael Instrumentos que segue meus passos e notas no universo musical!

 

Então é isso! A Michael agradece a entrevista e até a próxima!

17 ago

Musicalização

 

A música é um elemento fundamental nesta primeira etapa do sistema educativo. As crianças começam a se expressar de uma forma diferente, sendo capazes de se integrar ativamente na sociedade. As canções as ajudam nas atividades habituais, fazendo com quem tomem cuidado consigo e com o meio, além de ampliar as interações.

 

A criança que vive em contato com a música aprende a conviver melhor com as outras, estabelecendo uma comunicação mais harmoniosa. Nesta idade, a música as encanta, dá-lhes segurança emocional, confiança e permitem com que sejam compreendidas.

 

Na etapa de alfabetização, a criança é ainda mais estimulada pela música. As canções infantis, com suas sílabas rimadas e repetitivas,  permitem com que elas entendam o significado de cada palavra. Assim, a alfabetização torna-se mais rápida.

 

Além de apenas escutar música, tocar algum instrumento também traz muitos benefícios ao público infantil, principalmente, na questão da concentração, disciplina, raciocínio e criatividade.

 

Um dos instrumentos que ajuda na musicalização das crianças é o violão. A Michael oferece ao mercado a linha Antares, ótima opção para as crianças aprenderem música com qualidade e desenvolverem toda sua capacidade motora. Os violões VM10E, VM14E e VM16E são modelos acústicos confortáveis, de excelente padrão de construção, que oferecem sonoridade expressiva e ótima tocabilidade, sendo ótimas opções para as crianças de 3 a 12 anos.

 

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Sobre o poder da música:

– Melhora da coordenação motora

– Estimula a sensibilidade e a criatividade

– Ajuda na comunicação

– Aumento da autoestima

– Aprendizagem do alfabeto

 

Fonte: https://br.guiainfantil.com/educacion-musical/140-os-beneficios-da-musica-para-as-criancas.html

10 ago

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Olá, pessoal! Neste post vamos tirar dúvidas sobre a questão dos calibres dos encordoamentos para a guitarra. Este é um assunto muito importante porque as cordas muitas vezes são colocadas em “segundo plano”, mas são fundamentais para o timbre, afinação e até mesmo para a “pegada” do guitarrista.

 

Primeiro, vamos explicar como funciona a lógica da numeração do calibre. Quando falamos de .009, .010, .011 e .012 estamos nos referindo à 1ª corda, a mais aguda, a mizinha. Já a 2ª referência, .042, .046, .050 e .052, trata-se do calibre da mizona, 6ª corda, a mais grossa.

 

Então, o princípio é fácil.  Em um jogo de cordas  .009 – .042, temos a numeração das cordas das extremidades, mizinha e mizona, nesta ordem.

 

É importante lembrar também que no mercado existem cordas híbridas, que misturam por exemplo, .009 com .010, entre outras. Porém, as mais comuns são:

 

Extra-light = .008 – .038

Light  = .009 – .042

Custom light = .009 – .046

Regular  = .010 – .046

Reg.-medium = .010 – .052

Medium = .011 – .052

Jazz hard = .012 – .056

 

Agora vamos explicar as características de cada tipo de encordoamento.

 

.008 = Extremamente leve, são recomendáveis apenas para aqueles que não tocam com muita força. Nos anos 80, este tipo de encordoamento foi muito popular, pois era usado pela maioria de guitarristas que tocavam heavy-metal, devido à facilidade de digitação e de execução de técnicas. A desvantagem é que acaba gerando um som de guitarra mais fraco e “magrinho”, com pouca projeção de som.

 

.009 = Possivelmente a mais vendida de todos os tipos. Som razoável e tocabilidade fácil, porém, arrebentam com facilidade.

 

.010 = Para muitos guitarristas são as melhores cordas. O som vem na medida certa, possibilitando graves suficientes. Os bends ainda continuam fáceis, e cordas novas, de boa marca, em uma guitarra bem regulada (ponte e braço), mantêm a afinação estável e dificilmente arrebentam.

 

.011 = Pesadas. Dificilmente encontradas numa guitarra com ponte flutuante (a ponte possivelmente vai ficar inclinada). O som é muito bom, com estabilidade de afinação e boa projeção de som, indicadas principalmente para os modelos Strato e LP. Nas guitarras semiacústicas são excelente escolha para quem toca jazz e R&B.

 

.012 = Muito pesada, dura e de difícil aplicação de técnicas, como os bends. Dependendo do tipo de guitarra pode até mesmo prejudicar/empenar o braço do instrumento devido à tensão gerada. Os encordoamentos .012 podem conviver bem em uma guitarra com braço grosso e mais “gordo”, como os das semiacústicas.

 

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Então é isso, pessoal. Até semana que vem!

03 ago

No meio musical, como em qualquer outra atividade, a qualidade só se dá mediante a dedicação.

 

Com os músicos, este fator é ainda mais relevante. A performance só é plena com horas e horas de estudo.

 

Porém, para um desenvolvimento saudável, precisamos observar a postura ao tocar o instrumento. Hábitos errados podem prejudicar nosso corpo e diminuir a qualidade da performance.

 

Entre os músicos, os violinistas e o flautista são aqueles que precisam ter a atenção redobrada para que a postura errada não traga danos à saúde.

 

Este assunto é muito sério. Há situações mais graves que obrigam os músicos a deixarem de tocar, por isso, é sempre importante ficar atento.

 

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Seguem algumas dicas que podem ajudar em sua rotina musical:

 

  • Procure um professor experiente e que esteja atento às questões posturais na hora executar o instrumento.

 

  • Nunca ignore as recomendações do professor, mesmo distante dele, são elas que vão tornar seu caminho para o sucesso mais rápido e duradouro.

 

  • Lembre-se, você é um atleta! Faça um bom alongamento antes de iniciar sua rotina de estudo e durante o período dos exercícios, principalmente, nos membros mais utilizados.

 

  • Exercícios de respiração antes e durante os estudos e performances são altamente benéficos para o corpo e mente.

 

  • Faça intervalos periódicos para evitar lesões musculares.

 

Então, é isso! Cuide de você e faça muita música!

 

27 jul

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O contrabaixo tem a função de conduzir a música, onde, através de seus grooves, pizzicatos e sua harmonia, o instrumento permite possibilidades infinitas! Além disto, é considerado a ponte para a unir  instrumentos mais agudos como o violão, a guitarra com a bateria e também é considerado um dos instrumentos da “cozinha da banda”, pois através dele, a música  se movimenta!

 

Michel Barcellos é um contrabaixista que vem se destacando no cenário musical brasileiro, com composições marcantes, musicalidade e técnica que impressionam a todos que o escuta! O músico, que já acompanhou grandes nomes como Sandra de Sá, Marcelo Martins e Léo Gandeman, atualmente acompanha a cantora gospel Gabriela Rocha.

 

No #MichaelEntrevista de hoje, Michel fala sobre suas composições, workshops ministrados pelo Brasil e o trabalho que vem realizando com Gabriela Rocha!

 

Michael: Você tem composições incríveis, como “Barulho das Águas”, “Dom” e “Tempo de Infância”. No que você se inspira ao compor?! Existe um processo de criação, ou você não segue um padrão específico?

 

Michel Barcellos: O que sempre me inspirou, foi ouvir Ivan Lins, Yellow Jackets, Arthur Maia, grupos ou músicos, que tinham álbuns ricos em melodia. Eu não sigo um protocolo de composição, já teve vezes da música sair no avião, na rua, ou até mesmo estudando em casa.

 

M: Qual composição sua você considera mais marcante, e por qual motivo?!

 

MB: “Amar a Deus” é a composição que mais me marcou, fiz ela em um momento triste de minha vida, e ela revela meu amor por Deus, e minha fascinação pela presença dEle.

 

M: Como músico, quem são suas maiores influências?!

 

MB: Yellow Jackets, Arthur Maia, Victor Bailey, Richard Bona, Ivan Lins, Esperanza Spalding, Marcus Miller, Christian Scott, Bethel Music, entre outros.

 

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M: Você realiza inúmeros workshops pelo Brasil. O que mais te motiva a ensinar nesses eventos?!

 

MB: Saber que quando a galera sair de lá, terá um encorajamento maior para estudar e se dedicar ao seu instrumento, saber que pude somar no conhecimento de alguém.

 

M: Já aconteceu durante um dos workshop que você realizou, alguma história engraçada ou marcante que você lembre em especial?

 

MB: Workshop sempre nos marcam, eu sempre fico apreensivo com as perguntas, não somos mestres né (rsrs), mas agora realmente não me lembro de algum fato, mas sempre tem aqueles que fazem perguntas inusitadas.

 

M: O trabalho da Gabriela, vocês fazem shows em várias partes do mundo e em todo o Brasil. Como é trabalhar com uma cantora tão querida no país?!

 

MB: Somos uma Família na estrada, meus companheiros de Banda são meus irmãos, temos muito carinho e respeito uns pelos outros, e me sinto honrado de fazer parte disso. Eu me sinto realizado em poder levar Jesus através da música, é isso que tem me motivado a sair de casa, e pegar alguns dias de estrada.

 

 

M: Além de contrabaixista e compositor, você também é arranjador.  No trabalho da Gabriela você participa da criação de arranjos?!

 

MB: Nos trabalhos “ao vivo”, nos shows e ministrações nós palpitamos, uma coisinha ou outra, marcamos um ensaio, e nesse ensaio formatamos início meio e fim… Agora nós trabalhos gravados não faço parte dos arranjos.

Até o próximo Michael Entrevista!

20 jul

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Tirar um solo de ouvido não é uma coisa muito fácil, exige bastante estudo! É preciso também uma boa percepção musical e também desenvolvimento técnico para que ele saia bonito e preciso. Hoje, no Blog da Michael iremos dar dicas de como você pode desenvolver esta habilidade!

 

 1ª:TOM DA MÚSICA
É importante saber qual o tom da música que você irá tirar o solo. Sem essa informação, a tendência é que você fique confuso. Poderá até tirar partes dele, mas sua memória vai ficar “rodando”, sem saber para onde ir. O tom da música irá funcionar como “atalho”, a referência correta para o solo.

 

2ª: ESCALAS
Identificou o tom, agora é hora de repassar as escalas que fazem parte dele.  No primeiro, momento faça este exercício sozinho, antes de ir para o solo. Isso é importante para que sua mente consiga “mapear” a sonoridade das possíveis notas.  Após tocar a escala na guitarra ou violão, toque-a do começo ao fim junto da música. Você irá perceber que em alguns trechos as notas se encaixam melhor. Quando ouvir o solo, estarão mais firmes na sua memória!

 

3ª: DICA: DIVIDA O SOLO
Uma outra dica é dividir os solos em partes ou compassos. Esta é um maneira de você “enxergar” os pequenos detalhes que fazem total diferença. Identifique também quais foram as técnicas utilizadas: bends, slides, tappings, pull-of, arpegios, etc. Caso não estejam firmes, faça exercícios delas para que o solo saia com mais facilidade.

 

4ª: DICA: OUÇA O SOLO

Esta é uma dica elementar. Você não irá conseguir tirar de ouvido algo que você não conhece bem. Escute cada parte do solo separadamente, até que você consiga decorá-lo. Quando você conseguir “cantá-lo”, sem auxílio do instrumento é o momento certo de praticar. Com o solo memorizado, com as técnicas afiadas e mapeado fica mais fácil de você encurtar este processo. Não tente tirar todo o solo de uma vez! Divida-o e só passe para a próxima parte quando sentir que está bem afiado.

 

Por último! Tenha paciência e não pule etapas! Com disciplina e treino você irá naturalmente tocar com facilidade. O importante é respeitar o processo e não desistir jamais!

 

Grande abraço!

13 jul

O desenho da escala pentatônica funciona como desenho de acordes. Por exemplo, você não sabe fazer dois tipos de Sol Maior? Um acorde com pestana na terceira casa e o outro acorde na segunda casa?

 

Fazendo uma analogia fácil, seriam dois desenhos para representar a mesma coisa. A grosso modo a escala pentatônica funciona também como um desenho, porém, ele se mantém o mesmo, só varia a posição do braço no violão pela referência da nota tônica que você escolher.

 

 Nesta dica de hoje, a escala pentatônica que iremos ensinar tem duas notas por corda e vamos chamar parte do desenho de pequeno (Duas notas a um tom de distância) e outra de grande (Duas notas a um tom e ½ de distância), somando eles a partir de uma nota principal, no caso a Dó,  temos a escala pentatônica em Dó. Observe o desenho

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Vamos subdividi-lo para ficar fácil de entender:

Desenho pequeno: Duas notas a um tom de distância

Desenho grande:  Duas notas a um tom e ½ de distância

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Identificando a tônica: A nota verde do desenho inteiro é a principal e é a partir dela que eu defino o tom. Como escolhemos a escala pentatônica em C, a terceira nota na quinta corda é a referência. Caso queira mudar para outro tom, basta deslizar o braço identificar a nota principal e repetir o mesmo desenho.

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Vamos praticar? Para facilitar o exercício, lembre-se cada dedo deve tomar contar de cada traste.

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Assim, só utilizaremos o indicador, o segundo dedo e o mindinho.

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Vamos passar por toda as notas indicadas, do mais grave para o mais agudo e depois voltar. Seguindo a sequência: Pequeno/Pequeno/Grande/Grande/Pequeno/Pequeno/ domaisgravepromaisagudo

Para completar o exercício, recomece do mais grave para o mais agudo terminando na nota tônica.

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Então é isso, vá identificando as tônicas e fazendo este exercício. Só lembre de respeitar os intervalos das casas na hora de fazer o desenho em todo o braço.

 

 

 

 

22 jun

A bateria é muito versátil, pois além de sua importância rítmica e de toda a técnica que pode ser aplicada ao instrumento, ela também possui a função de conduzir a música. Como os próprios músicos gostam de dizer, “é um instrumento que faz a música andar”! E saber aplicar os detalhes no lugar certo, trazem para a música sensações singulares.

 

Nosso Artista Michael Vitor Vieira pertence a categoria de baterista do mais altíssimo nível! Com uma pegada autêntica e bem aplicada, aliado ao seu grande conhecimento rítmico, Vitor passeia por vários estilos que vão do Maracatu ao Jazz, de uma forma precisa e extremamente técnica, deixando sua marca única em tudo que toca!

 

Em sua trajetória, além de seu trabalho autoral, Vitor acompanhou grandes nomes da música, como Ed Motta, e tocou com o ícone da MPB – que tinha uma voz inconfundível e que nos deixou precocemente em 2017 -, o cantor e compositor Luiz Melodia.

 

No Michael Entrevista de hoje, Vitor conta sobre a experiência de trabalhar e gravar o dvd “ZERIMA” com Luiz Melodia. Confira a entrevista na íntegra!

 

Michael: É verdade que o nome “ZERIMA” se refere ao nome da irmã do Luiz Melodia ao contrário (MARIZE), e esse trabalho foi uma homenagem para ela?

 

Vitor: Sim. O Luiz tinha um carinho muito grande pela Marize e ele fez este CD e DVD em homenagem a querida irmã!!!

 

M: Como foi para você a experiência de gravação desse DVD?

 

V: Bom, foi uma experiência única porque tocar com um artista como o Luiz não acontece todo dia. A banda era composta por músicos excelentes e uma equipe extraordinária. Foi muito emocionante no dia da gravação para todos nós, sabendo que ali iria ficar registrado mais um momento deste grande artista da música popular brasileira. Estava super preocupado com o meu set up que iria usar para chegar na sonoridade que o trabalho precisava. Mas no final deu tudo certo e conseguimos atingir o objetivo.

 

M: E como aconteceu o processo de criação dos arranjos? O Luiz chegou com algumas sugestões para você, ou vocês foram criando juntos?

 

V: Os arranjos foram feitos exclusivamente pelo maravilhoso arranjador, que também era produtor musical da época, Humberto Araújo. Por sinal, diga-se de passagem, lindos arranjos. O Luiz, nos ensaios para o DVD, sempre aprovava os arranjos. Ele, neste momento, estava mais preocupado com sua performance e dos demais. Na verdade, ele já sabia o que queria e o Humberto já o conhecia.

M: Durante a turnê, houve algum fato engraçado que aconteceu nos bastidores?

 

V: Teve sim! (Risos). Em uma cidade do interior de São Paulo, após o show, estávamos em um restaurante, eu e o Luiz, conversando sobre várias coisas e quando nos demos conta, já era alta madrugada. Fomos para o hotel e lá chegando, o Luiz pediu a chave do seu quarto de número 1108. O recepcionista olhou para ele e disse: “senhor, este hotel só vai até o nono andar!!!!”

 

M: Em 2015, o Luiz recebeu com esse trabalho o “Prêmio Música Popular Brasileira” na “Categoria Mpb – Canção Popular – Melhor Cantor”. Como foi esse momento para vocês?

 

V: Ficamos muito felizes pelo reconhecimento do trabalho que ele desenvolveu ao longo de todos esses anos. Com certeza, ele mereceu porque seu timbre e sua interpretação eram inconfundíveis.

 

M: Nesse álbum, vocês voltaram às origens do cantor, passeando entre o Samba e a Bossa. Quais foram as principais técnicas que você utilizou para os arranjos das músicas?

 

V: Como o repertório dele era muito eclético, onde ia da bossa ao samba rock, do jazz ao reggae e rock roll, usei várias técnicas básicas como Rimshot, Flam, Drag e Rudimento Buzz Roll. Sempre muitas dinâmicas nas levadas porque os arranjos exigiam.

 

M: De todo o repertório que vocês tocavam, tem alguma música que você goste em especial?

 

V: Esta pergunta é muito difícil! (Risos). Isso porque as músicas escolhidas para o DVD eram umas mais lindas que as outras. Baladas lindas, levadas black music divertidíssimas de tocar, ouvir e dançar, sucessos transformados em swing jazz, e tudo mais. Mas se eu só posso escolher uma, vou ficar com “Magrelinha”, porque tinha um arranjo excepcional e era a última música do show, que era um turbilhão de emoções.

 

M: A Michael agradece a entrevista! É uma honra conhecer um pouco da história desse super trabalho que vocês fizeram juntos. Qual recado você gostaria de deixar para os fãs do eterno Luiz Melodia?!

 

V: O artista vai para as estrelas, mas a sua obra fica eternizada. O que podemos fazer é sempre ouvir o poeta nas suas discografias e matar a saudade nas suas imagens em entrevistas e números musicais registrados na telinha.

 

Sem dúvida, o DVD “ZERIMA” marcou a MPB e sempre irá reverberar na memória e no coração dos fãs de Luiz Melodia.

 

Até o próximo #MichaelEntrevista!

15 jun

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Como são formados os acordes? Obra do além? Seriam filhos de algum cidadão perdido no tempo e espaço que cismou colocar os dedos em qualquer lugar dizendo, como em um passe de mágica: “pronto, mundo! Eis aqui um acorde”. Acho que não, ein?

 

Hoje, vamos ensinar como eles são construídos, usando o exemplo de um acorde maior, para ficar fácil de entender! Então aprenda ou fique nesse aí de ficar olhando revistinha apertando os dedos, sem procurar saber que tocar violão é um exercício lógico.

 

Vamos aprender primeiro o “segredo do universo” chamado de Tríade! Ela é a referência primaria para entender tudo. Os acordes são montados a partir da 1ª, 3ª e 5ª nota a partir da fundamental, (fundamental é a nota, mais importante do acorde, a que dá nome para o acorde), ou seja, 3 notas. Vejamos o exemplo, usando referência um violão:

 

Vamos fazer o acorde: Lá Maior (Depois é só usar este raciocínio para todos os acordes).

-Começamos identificando a nota Lá, quinta corda solta, que no caso é a nota fundamental do acorde. Seguindo a escala, pulamos a segunda nota, o Si, e encontramos a terceira, que é o Dó sustenido

 

Então, por enquanto temos duas notas: Lá e Dó# (Dó sustenido)

 

-Continue na escala. Pule a 4ª nota, que é o Ré, e pegue a quinta que é o Mi

 

-Temos então o acorde montado com as notas: Lá, Dó# e Mi.

 

Vamos conferir. O acorde de Lá maior é esse, certo?

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-Quinta corda solta é um Lá. (Bordão é a nota mais grave do acorde, neste caso a Tônica, que é da nome para o acorde)

La
-Quarta corda Ré apertada na segunda casa é um Mi, ou seja, nossa quinta nota da escala.

MI
-Terceira corda apertada na segunda casa é um outro Lá (A). Observação, não tem problema, podemos usar um Lá mais grave e agudo.

Lá2
- Faltou quem? O Dó# (dó sustenido). Olha só, a corda 2 apertada na casa dois temos a que estava falando a terceira nota o (Dó#)

dó sustenido

EUREKA! Temos o acorde! Viram, não é feitiçaria!

Assim são formados tantos os acordes Maiores e menores. A única diferença entre eles está na 3ª. Na tríade, o acorde Maior é feito a partir do intervalo de 2 tons. Se usarmos o exemplo da nota fundamental Lá, a 3ª é o Dó#, no acorde maior, já no acorde menor é 1 tom e ½, no caso, a 3ª será o Dó
Espero que tenham gostado, até a próxima.

 

Abraços,
 
Equipe Michael,
  

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F.Gênia