17 ago

Musicalização

 

A música é um elemento fundamental nesta primeira etapa do sistema educativo. As crianças começam a se expressar de uma forma diferente, sendo capazes de se integrar ativamente na sociedade. As canções as ajudam nas atividades habituais, fazendo com quem tomem cuidado consigo e com o meio, além de ampliar as interações.

 

A criança que vive em contato com a música aprende a conviver melhor com as outras, estabelecendo uma comunicação mais harmoniosa. Nesta idade, a música as encanta, dá-lhes segurança emocional, confiança e permitem com que sejam compreendidas.

 

Na etapa de alfabetização, a criança é ainda mais estimulada pela música. As canções infantis, com suas sílabas rimadas e repetitivas,  permitem com que elas entendam o significado de cada palavra. Assim, a alfabetização torna-se mais rápida.

 

Além de apenas escutar música, tocar algum instrumento também traz muitos benefícios ao público infantil, principalmente, na questão da concentração, disciplina, raciocínio e criatividade.

 

Um dos instrumentos que ajuda na musicalização das crianças é o violão. A Michael oferece ao mercado a linha Antares, ótima opção para as crianças aprenderem música com qualidade e desenvolverem toda sua capacidade motora. Os violões VM10E, VM14E e VM16E são modelos acústicos confortáveis, de excelente padrão de construção, que oferecem sonoridade expressiva e ótima tocabilidade, sendo ótimas opções para as crianças de 3 a 12 anos.

 

IMG_3358

 

 

Sobre o poder da música:

– Melhora da coordenação motora

– Estimula a sensibilidade e a criatividade

– Ajuda na comunicação

– Aumento da autoestima

– Aprendizagem do alfabeto

 

Fonte: https://br.guiainfantil.com/educacion-musical/140-os-beneficios-da-musica-para-as-criancas.html

10 ago

Untitled-1

 

Olá, pessoal! Neste post vamos tirar dúvidas sobre a questão dos calibres dos encordoamentos para a guitarra. Este é um assunto muito importante porque as cordas muitas vezes são colocadas em “segundo plano”, mas são fundamentais para o timbre, afinação e até mesmo para a “pegada” do guitarrista.

 

Primeiro, vamos explicar como funciona a lógica da numeração do calibre. Quando falamos de .009, .010, .011 e .012 estamos nos referindo à 1ª corda, a mais aguda, a mizinha. Já a 2ª referência, .042, .046, .050 e .052, trata-se do calibre da mizona, 6ª corda, a mais grossa.

 

Então, o princípio é fácil.  Em um jogo de cordas  .009 – .042, temos a numeração das cordas das extremidades, mizinha e mizona, nesta ordem.

 

É importante lembrar também que no mercado existem cordas híbridas, que misturam por exemplo, .009 com .010, entre outras. Porém, as mais comuns são:

 

Extra-light = .008 – .038

Light  = .009 – .042

Custom light = .009 – .046

Regular  = .010 – .046

Reg.-medium = .010 – .052

Medium = .011 – .052

Jazz hard = .012 – .056

 

Agora vamos explicar as características de cada tipo de encordoamento.

 

.008 = Extremamente leve, são recomendáveis apenas para aqueles que não tocam com muita força. Nos anos 80, este tipo de encordoamento foi muito popular, pois era usado pela maioria de guitarristas que tocavam heavy-metal, devido à facilidade de digitação e de execução de técnicas. A desvantagem é que acaba gerando um som de guitarra mais fraco e “magrinho”, com pouca projeção de som.

 

.009 = Possivelmente a mais vendida de todos os tipos. Som razoável e tocabilidade fácil, porém, arrebentam com facilidade.

 

.010 = Para muitos guitarristas são as melhores cordas. O som vem na medida certa, possibilitando graves suficientes. Os bends ainda continuam fáceis, e cordas novas, de boa marca, em uma guitarra bem regulada (ponte e braço), mantêm a afinação estável e dificilmente arrebentam.

 

.011 = Pesadas. Dificilmente encontradas numa guitarra com ponte flutuante (a ponte possivelmente vai ficar inclinada). O som é muito bom, com estabilidade de afinação e boa projeção de som, indicadas principalmente para os modelos Strato e LP. Nas guitarras semiacústicas são excelente escolha para quem toca jazz e R&B.

 

.012 = Muito pesada, dura e de difícil aplicação de técnicas, como os bends. Dependendo do tipo de guitarra pode até mesmo prejudicar/empenar o braço do instrumento devido à tensão gerada. Os encordoamentos .012 podem conviver bem em uma guitarra com braço grosso e mais “gordo”, como os das semiacústicas.

 

high-quality-6pc-lot-2-types-colorful-Metal-Acoustic-font-b-Guitar-b-font-font-b

 

 

Então é isso, pessoal. Até semana que vem!

03 ago

No meio musical, como em qualquer outra atividade, a qualidade só se dá mediante a dedicação.

 

Com os músicos, este fator é ainda mais relevante. A performance só é plena com horas e horas de estudo.

 

Porém, para um desenvolvimento saudável, precisamos observar a postura ao tocar o instrumento. Hábitos errados podem prejudicar nosso corpo e diminuir a qualidade da performance.

 

Entre os músicos, os violinistas e o flautista são aqueles que precisam ter a atenção redobrada para que a postura errada não traga danos à saúde.

 

Este assunto é muito sério. Há situações mais graves que obrigam os músicos a deixarem de tocar, por isso, é sempre importante ficar atento.

 

postura2

 

Seguem algumas dicas que podem ajudar em sua rotina musical:

 

  • Procure um professor experiente e que esteja atento às questões posturais na hora executar o instrumento.

 

  • Nunca ignore as recomendações do professor, mesmo distante dele, são elas que vão tornar seu caminho para o sucesso mais rápido e duradouro.

 

  • Lembre-se, você é um atleta! Faça um bom alongamento antes de iniciar sua rotina de estudo e durante o período dos exercícios, principalmente, nos membros mais utilizados.

 

  • Exercícios de respiração antes e durante os estudos e performances são altamente benéficos para o corpo e mente.

 

  • Faça intervalos periódicos para evitar lesões musculares.

 

Então, é isso! Cuide de você e faça muita música!

 

27 jul

MICHEL_BARCELLOS

O contrabaixo tem a função de conduzir a música, onde, através de seus grooves, pizzicatos e sua harmonia, o instrumento permite possibilidades infinitas! Além disto, é considerado a ponte para a unir  instrumentos mais agudos como o violão, a guitarra com a bateria e também é considerado um dos instrumentos da “cozinha da banda”, pois através dele, a música  se movimenta!

 

Michel Barcellos é um contrabaixista que vem se destacando no cenário musical brasileiro, com composições marcantes, musicalidade e técnica que impressionam a todos que o escuta! O músico, que já acompanhou grandes nomes como Sandra de Sá, Marcelo Martins e Léo Gandeman, atualmente acompanha a cantora gospel Gabriela Rocha.

 

No #MichaelEntrevista de hoje, Michel fala sobre suas composições, workshops ministrados pelo Brasil e o trabalho que vem realizando com Gabriela Rocha!

 

Michael: Você tem composições incríveis, como “Barulho das Águas”, “Dom” e “Tempo de Infância”. No que você se inspira ao compor?! Existe um processo de criação, ou você não segue um padrão específico?

 

Michel Barcellos: O que sempre me inspirou, foi ouvir Ivan Lins, Yellow Jackets, Arthur Maia, grupos ou músicos, que tinham álbuns ricos em melodia. Eu não sigo um protocolo de composição, já teve vezes da música sair no avião, na rua, ou até mesmo estudando em casa.

 

M: Qual composição sua você considera mais marcante, e por qual motivo?!

 

MB: “Amar a Deus” é a composição que mais me marcou, fiz ela em um momento triste de minha vida, e ela revela meu amor por Deus, e minha fascinação pela presença dEle.

 

M: Como músico, quem são suas maiores influências?!

 

MB: Yellow Jackets, Arthur Maia, Victor Bailey, Richard Bona, Ivan Lins, Esperanza Spalding, Marcus Miller, Christian Scott, Bethel Music, entre outros.

 

MICHEL_BARCELLOS
M: Você realiza inúmeros workshops pelo Brasil. O que mais te motiva a ensinar nesses eventos?!

 

MB: Saber que quando a galera sair de lá, terá um encorajamento maior para estudar e se dedicar ao seu instrumento, saber que pude somar no conhecimento de alguém.

 

M: Já aconteceu durante um dos workshop que você realizou, alguma história engraçada ou marcante que você lembre em especial?

 

MB: Workshop sempre nos marcam, eu sempre fico apreensivo com as perguntas, não somos mestres né (rsrs), mas agora realmente não me lembro de algum fato, mas sempre tem aqueles que fazem perguntas inusitadas.

 

M: O trabalho da Gabriela, vocês fazem shows em várias partes do mundo e em todo o Brasil. Como é trabalhar com uma cantora tão querida no país?!

 

MB: Somos uma Família na estrada, meus companheiros de Banda são meus irmãos, temos muito carinho e respeito uns pelos outros, e me sinto honrado de fazer parte disso. Eu me sinto realizado em poder levar Jesus através da música, é isso que tem me motivado a sair de casa, e pegar alguns dias de estrada.

 

 

M: Além de contrabaixista e compositor, você também é arranjador.  No trabalho da Gabriela você participa da criação de arranjos?!

 

MB: Nos trabalhos “ao vivo”, nos shows e ministrações nós palpitamos, uma coisinha ou outra, marcamos um ensaio, e nesse ensaio formatamos início meio e fim… Agora nós trabalhos gravados não faço parte dos arranjos.

Até o próximo Michael Entrevista!

20 jul

EXPOMUSIC 2 e 3 DIA 0271

 

Tirar um solo de ouvido não é uma coisa muito fácil, exige bastante estudo! É preciso também uma boa percepção musical e também desenvolvimento técnico para que ele saia bonito e preciso. Hoje, no Blog da Michael iremos dar dicas de como você pode desenvolver esta habilidade!

 

 1ª:TOM DA MÚSICA
É importante saber qual o tom da música que você irá tirar o solo. Sem essa informação, a tendência é que você fique confuso. Poderá até tirar partes dele, mas sua memória vai ficar “rodando”, sem saber para onde ir. O tom da música irá funcionar como “atalho”, a referência correta para o solo.

 

2ª: ESCALAS
Identificou o tom, agora é hora de repassar as escalas que fazem parte dele.  No primeiro, momento faça este exercício sozinho, antes de ir para o solo. Isso é importante para que sua mente consiga “mapear” a sonoridade das possíveis notas.  Após tocar a escala na guitarra ou violão, toque-a do começo ao fim junto da música. Você irá perceber que em alguns trechos as notas se encaixam melhor. Quando ouvir o solo, estarão mais firmes na sua memória!

 

3ª: DICA: DIVIDA O SOLO
Uma outra dica é dividir os solos em partes ou compassos. Esta é um maneira de você “enxergar” os pequenos detalhes que fazem total diferença. Identifique também quais foram as técnicas utilizadas: bends, slides, tappings, pull-of, arpegios, etc. Caso não estejam firmes, faça exercícios delas para que o solo saia com mais facilidade.

 

4ª: DICA: OUÇA O SOLO

Esta é uma dica elementar. Você não irá conseguir tirar de ouvido algo que você não conhece bem. Escute cada parte do solo separadamente, até que você consiga decorá-lo. Quando você conseguir “cantá-lo”, sem auxílio do instrumento é o momento certo de praticar. Com o solo memorizado, com as técnicas afiadas e mapeado fica mais fácil de você encurtar este processo. Não tente tirar todo o solo de uma vez! Divida-o e só passe para a próxima parte quando sentir que está bem afiado.

 

Por último! Tenha paciência e não pule etapas! Com disciplina e treino você irá naturalmente tocar com facilidade. O importante é respeitar o processo e não desistir jamais!

 

Grande abraço!

13 jul

O desenho da escala pentatônica funciona como desenho de acordes. Por exemplo, você não sabe fazer dois tipos de Sol Maior? Um acorde com pestana na terceira casa e o outro acorde na segunda casa?

 

Fazendo uma analogia fácil, seriam dois desenhos para representar a mesma coisa. A grosso modo a escala pentatônica funciona também como um desenho, porém, ele se mantém o mesmo, só varia a posição do braço no violão pela referência da nota tônica que você escolher.

 

 Nesta dica de hoje, a escala pentatônica que iremos ensinar tem duas notas por corda e vamos chamar parte do desenho de pequeno (Duas notas a um tom de distância) e outra de grande (Duas notas a um tom e ½ de distância), somando eles a partir de uma nota principal, no caso a Dó,  temos a escala pentatônica em Dó. Observe o desenho

desenhopentatonica
Vamos subdividi-lo para ficar fácil de entender:

Desenho pequeno: Duas notas a um tom de distância

Desenho grande:  Duas notas a um tom e ½ de distância

desenho
Identificando a tônica: A nota verde do desenho inteiro é a principal e é a partir dela que eu defino o tom. Como escolhemos a escala pentatônica em C, a terceira nota na quinta corda é a referência. Caso queira mudar para outro tom, basta deslizar o braço identificar a nota principal e repetir o mesmo desenho.

pentatonicado
Vamos praticar? Para facilitar o exercício, lembre-se cada dedo deve tomar contar de cada traste.

desenhomao
Assim, só utilizaremos o indicador, o segundo dedo e o mindinho.

dedocadacasa
Vamos passar por toda as notas indicadas, do mais grave para o mais agudo e depois voltar. Seguindo a sequência: Pequeno/Pequeno/Grande/Grande/Pequeno/Pequeno/ domaisgravepromaisagudo

Para completar o exercício, recomece do mais grave para o mais agudo terminando na nota tônica.

finalizar
 

Então é isso, vá identificando as tônicas e fazendo este exercício. Só lembre de respeitar os intervalos das casas na hora de fazer o desenho em todo o braço.

 

 

 

 

22 jun

A bateria é muito versátil, pois além de sua importância rítmica e de toda a técnica que pode ser aplicada ao instrumento, ela também possui a função de conduzir a música. Como os próprios músicos gostam de dizer, “é um instrumento que faz a música andar”! E saber aplicar os detalhes no lugar certo, trazem para a música sensações singulares.

 

Nosso Artista Michael Vitor Vieira pertence a categoria de baterista do mais altíssimo nível! Com uma pegada autêntica e bem aplicada, aliado ao seu grande conhecimento rítmico, Vitor passeia por vários estilos que vão do Maracatu ao Jazz, de uma forma precisa e extremamente técnica, deixando sua marca única em tudo que toca!

 

Em sua trajetória, além de seu trabalho autoral, Vitor acompanhou grandes nomes da música, como Ed Motta, e tocou com o ícone da MPB – que tinha uma voz inconfundível e que nos deixou precocemente em 2017 -, o cantor e compositor Luiz Melodia.

 

No Michael Entrevista de hoje, Vitor conta sobre a experiência de trabalhar e gravar o dvd “ZERIMA” com Luiz Melodia. Confira a entrevista na íntegra!

 

Michael: É verdade que o nome “ZERIMA” se refere ao nome da irmã do Luiz Melodia ao contrário (MARIZE), e esse trabalho foi uma homenagem para ela?

 

Vitor: Sim. O Luiz tinha um carinho muito grande pela Marize e ele fez este CD e DVD em homenagem a querida irmã!!!

 

M: Como foi para você a experiência de gravação desse DVD?

 

V: Bom, foi uma experiência única porque tocar com um artista como o Luiz não acontece todo dia. A banda era composta por músicos excelentes e uma equipe extraordinária. Foi muito emocionante no dia da gravação para todos nós, sabendo que ali iria ficar registrado mais um momento deste grande artista da música popular brasileira. Estava super preocupado com o meu set up que iria usar para chegar na sonoridade que o trabalho precisava. Mas no final deu tudo certo e conseguimos atingir o objetivo.

 

M: E como aconteceu o processo de criação dos arranjos? O Luiz chegou com algumas sugestões para você, ou vocês foram criando juntos?

 

V: Os arranjos foram feitos exclusivamente pelo maravilhoso arranjador, que também era produtor musical da época, Humberto Araújo. Por sinal, diga-se de passagem, lindos arranjos. O Luiz, nos ensaios para o DVD, sempre aprovava os arranjos. Ele, neste momento, estava mais preocupado com sua performance e dos demais. Na verdade, ele já sabia o que queria e o Humberto já o conhecia.

M: Durante a turnê, houve algum fato engraçado que aconteceu nos bastidores?

 

V: Teve sim! (Risos). Em uma cidade do interior de São Paulo, após o show, estávamos em um restaurante, eu e o Luiz, conversando sobre várias coisas e quando nos demos conta, já era alta madrugada. Fomos para o hotel e lá chegando, o Luiz pediu a chave do seu quarto de número 1108. O recepcionista olhou para ele e disse: “senhor, este hotel só vai até o nono andar!!!!”

 

M: Em 2015, o Luiz recebeu com esse trabalho o “Prêmio Música Popular Brasileira” na “Categoria Mpb – Canção Popular – Melhor Cantor”. Como foi esse momento para vocês?

 

V: Ficamos muito felizes pelo reconhecimento do trabalho que ele desenvolveu ao longo de todos esses anos. Com certeza, ele mereceu porque seu timbre e sua interpretação eram inconfundíveis.

 

M: Nesse álbum, vocês voltaram às origens do cantor, passeando entre o Samba e a Bossa. Quais foram as principais técnicas que você utilizou para os arranjos das músicas?

 

V: Como o repertório dele era muito eclético, onde ia da bossa ao samba rock, do jazz ao reggae e rock roll, usei várias técnicas básicas como Rimshot, Flam, Drag e Rudimento Buzz Roll. Sempre muitas dinâmicas nas levadas porque os arranjos exigiam.

 

M: De todo o repertório que vocês tocavam, tem alguma música que você goste em especial?

 

V: Esta pergunta é muito difícil! (Risos). Isso porque as músicas escolhidas para o DVD eram umas mais lindas que as outras. Baladas lindas, levadas black music divertidíssimas de tocar, ouvir e dançar, sucessos transformados em swing jazz, e tudo mais. Mas se eu só posso escolher uma, vou ficar com “Magrelinha”, porque tinha um arranjo excepcional e era a última música do show, que era um turbilhão de emoções.

 

M: A Michael agradece a entrevista! É uma honra conhecer um pouco da história desse super trabalho que vocês fizeram juntos. Qual recado você gostaria de deixar para os fãs do eterno Luiz Melodia?!

 

V: O artista vai para as estrelas, mas a sua obra fica eternizada. O que podemos fazer é sempre ouvir o poeta nas suas discografias e matar a saudade nas suas imagens em entrevistas e números musicais registrados na telinha.

 

Sem dúvida, o DVD “ZERIMA” marcou a MPB e sempre irá reverberar na memória e no coração dos fãs de Luiz Melodia.

 

Até o próximo #MichaelEntrevista!

15 jun

violãoaacorde
Como são formados os acordes? Obra do além? Seriam filhos de algum cidadão perdido no tempo e espaço que cismou colocar os dedos em qualquer lugar dizendo, como em um passe de mágica: “pronto, mundo! Eis aqui um acorde”. Acho que não, ein?

 

Hoje, vamos ensinar como eles são construídos, usando o exemplo de um acorde maior, para ficar fácil de entender! Então aprenda ou fique nesse aí de ficar olhando revistinha apertando os dedos, sem procurar saber que tocar violão é um exercício lógico.

 

Vamos aprender primeiro o “segredo do universo” chamado de Tríade! Ela é a referência primaria para entender tudo. Os acordes são montados a partir da 1ª, 3ª e 5ª nota a partir da fundamental, (fundamental é a nota, mais importante do acorde, a que dá nome para o acorde), ou seja, 3 notas. Vejamos o exemplo, usando referência um violão:

 

Vamos fazer o acorde: Lá Maior (Depois é só usar este raciocínio para todos os acordes).

-Começamos identificando a nota Lá, quinta corda solta, que no caso é a nota fundamental do acorde. Seguindo a escala, pulamos a segunda nota, o Si, e encontramos a terceira, que é o Dó sustenido

 

Então, por enquanto temos duas notas: Lá e Dó# (Dó sustenido)

 

-Continue na escala. Pule a 4ª nota, que é o Ré, e pegue a quinta que é o Mi

 

-Temos então o acorde montado com as notas: Lá, Dó# e Mi.

 

Vamos conferir. O acorde de Lá maior é esse, certo?

la3
-Quinta corda solta é um Lá. (Bordão é a nota mais grave do acorde, neste caso a Tônica, que é da nome para o acorde)

La
-Quarta corda Ré apertada na segunda casa é um Mi, ou seja, nossa quinta nota da escala.

MI
-Terceira corda apertada na segunda casa é um outro Lá (A). Observação, não tem problema, podemos usar um Lá mais grave e agudo.

Lá2
- Faltou quem? O Dó# (dó sustenido). Olha só, a corda 2 apertada na casa dois temos a que estava falando a terceira nota o (Dó#)

dó sustenido

EUREKA! Temos o acorde! Viram, não é feitiçaria!

Assim são formados tantos os acordes Maiores e menores. A única diferença entre eles está na 3ª. Na tríade, o acorde Maior é feito a partir do intervalo de 2 tons. Se usarmos o exemplo da nota fundamental Lá, a 3ª é o Dó#, no acorde maior, já no acorde menor é 1 tom e ½, no caso, a 3ª será o Dó
Espero que tenham gostado, até a próxima.

 

Abraços,
 
Equipe Michael,
  

Site: www.michael.com.br
Facebook: /MichaelInstrumentosMusicais
Instagram: @michaelinstrumentos
Twitter: @MundoMichael
Youtube: /michaelinstrumentos

25 mai

post

 

 

Tocar violão é algo que exige uma boa coordenação! Tanto é que existem exercícios específicos para desenvolver somente a mão direita e outros para a mão esquerda.

Com o tempo e bastante prática seus dedos começam a agir de maneira independente, sem interferir no movimento um do outro.

 

Muitos associam o tamanho de seus dedos a falta de flexibilidade. Mas antes de dar a dica de hoje é importante esclarecer um ponto: dedos longos ajudam sim , mas não são justificativa para que deixe de exercitar e aprimorar.

 

Existem vários violonistas habilidosos que não tem dedos compridos, mas que se tornaram exímios músicos por serem dedicados.

 

Nesse artigo, vamos apresentar um exercício que vai ajudá-lo muito na independência dos dedos. Se estiver aprendendo ainda, é capaz que tenha alguma dificuldade, mas com a prática, verá que irá ajudá-lo bastante.

 

exercicio1

 

O exercício acima será feito utilizando quatro dedos da mão esquerda. A sequência 1-2-3-4 será repetido em todas as cordas, começando na primeira casa. Recomendo que faça esta sequência até a décima segunda casa para que seus dedos se acostumem com a diferença dos espaçamentos.

 

exercicio2

 

Este é exercício acima é uma variação do primeiro. Você vai fazer a sequência 4-3-2-1 em todas as cordas, só que agora fazendo de cima para baixo. Também recomendo que faça essa sequência até a casa 12 também para se acostumar com espaçamento.

 

Bons estudos!

03 mai

 

as unhas no violao e na guitarra

 

Temos 3 universos bem específicos para as técnicas de dedilhado, que é a execução com a unha, dedo ou palheta. Cada violonista irá escolhê-las de acordo com o estilo sonoro, velocidade e timbre que quer valorizar. Hoje, no blog da Michael, iremos falar exclusivamente sobre a técnica com a unha.

 

No geral, a técnica de dedilhado com as unhas é mais utilizada no violão erudito. As unhas permitem uma variação incrível de timbres, além de valorizarem bastante a dinâmica do músico. Mas como funciona isso na prática? Os grandes violinistas conseguem tocar variando as técnicas. A combinação das unhas com a polpa do dedos, por exemplo, permite uma gama sonora variada, proporcionando uma sonoridade mais rica.

 

Mas qual o tamanho ideal das unhas? Primeiro é importante entender que quanto mais unha, mais brilhante e preciso sairá o som e quanto mais carne do dedo, mais arredondado, suave e “velado” será o timbre.

 

Na verdade, elas precisam ter um tamanho médio. Unhas curtas demais atrapalham na hora de tocar, pois o violinista é obrigado a virar demais o pulso para atacar as cordas, trazendo pouca definição e precisão. Em contrapartida, unhas grandes demais deixam a sonoridade muito metalizada, e por aumentar a distância entre o dedo e corda, podem fazer com que o violinista perca um pouco do controle dos movimentos.

 

Para definir o tamanho perfeito é bastante fácil. Faça o seguinte: ponha a mão na frente do rosto, com a palma virada. As unhas precisam crescer um pouco acima do tamanho dos dedos. Este é o padrão utilizado pela maioria dos violonistas, apesar de alguns escolherem um tamanho menor ou até maior, como é o casos dos que tocam flamenco.

 

violão
 

 

Fica outra dica. Tão importante quando o tamanho, é saber cuidar bastante destas “palhetas naturais”.  É fundamental que você as lixe, deixando-as arrendondadas. Isso irá aumentar a precisão, além de não marcar o encordoamento.

 

Então é isso, pessoal. Espero que tenham gostado das dicas!

F.Gênia